terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Barcelona Dreams


Lá vem o publicitário falar de cinema outra vez. E logo no que deve ser o último texto de 2008. Mas pelo menos dessa vez eu tenho uma ótima desculpa, afinal “Vicky Cristina Barcelona” além de um bom filme é uma ótima propaganda. No caso, propaganda da terra de Gaudí.

Woody Allen, tão acostumado a Nova York, ganhou uns bons euros para levar Scarlett Johansson e Penélope Cruz para Barcelona. O resultado é ótimo. Vale a pena ir no cinema ou assistir em DVD em breve. É bem divertido, até mesmo inspirador.

Dá vontade de voltar a ter uma vida quase hippie na Europa. Viver só de arte e cultura em companhia da Scarlett Johansson e da Penélope Cruz. Bem que isso em São Paulo também não seria nada mal.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sem tempo para a Amazônia

Nesse mês de dezembro o couro comeu em Roraima por causa da reserva Raposa Serra do Sol. Mas eu, como a maioria dos brasileiros, ando sem tempo pra Amazônia. Aliás, como se pode notar pela data do post anterior, estou com pouco tempo até para o meu blog. Sim, é um pedido de desculpas. Mal parei na minha oca ultimamente.

Nos achamos muito espertos concentrados no eixo Rio-São Paulo enquanto a maior riqueza do Brasil está ameaçada e só recebe atenção de gringos. Prova disso é o novo espetáculo da West End - a broadway londrina -
http://www.amazonia-london.com


Continuar com a demarcação contínua das terras indígenas ou deixar um espaço para o agronegócio? Pelo que parece, é melhor deixar com os índios. Mas como eu só vejo sustentabilidade em comerciais de banco e a única raposa que eu conheço bem é a do meu browser Firefox, quem sou eu pra dizer alguma coisa?


Primeiro trecho do documentário “Luta na Terra de Macunaíma”. Como você também não tempo pra Amazônia, veja pelo menos a primeira parte e tire suas conclusões.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Apocalípticos e Utópicos – Conferência de Planejamento 2008


O evento do Grupo de Planejamento de São Paulo - www.grupodeplanejamento.com.br - batizado de “Conversações”, teve palestras bem distintas entre si, entre elas uma que dizia “Que diálogo, que nada!”, contrariando o título da conferência. Entre apocalípticos e utópicos, segue um resumo, mas resumo mesmo, de algumas das melhores palestras que assisti ontem:


Marcelo Tas – O apresentador do CQC mostrou que é um antenado de longa data. Falou de como se beneficiou das redes sociais da Internet para descobrir talentos, informação e publicar seus projetos antes e pós-CQC. Contou uma história engraçada de quando chegou dos EUA no fim dos anos 80 e passou como “maconheiro utópico” diante de um empresário, ao dizer que no futuro seríamos ligados por uma grande de rede de computadores. Fica aí a lição de como as coisas mudam...


Gareth Kay – “Se você falar com alguém do jeito que uma propaganda costuma falar com o espectador, você leva um soco”. O diretor de planejamento da Modernista – www.modernista.com – usou a frase para destacar a necessidade de um novo diálogo das marcas com as pessoas (não reduzindo-as apenas a consumidores). Falou do livro Brand Bubble - www.thebrandbubble.com – que afirma que existe uma “bolha de marcas” prestes a explodir como acorreu com o mercado financeiro, da importância da marca ter um ponto de vista do mundo e não apenas um posicionamento e da necessidade de criar “energia” e cultura em torno das marcas. Cases como o Tate Modern Tracks e Red Wire - dão o exemplo de como pode ser a comunicação no século 21.

Ulisses Zamboni – Para o diretor de planejamento da SantaClaraNitro - www.santaclara.net - marcas não dialogam com pessoas. O que vale é criar energia ou tensão em torno da marca como ocorre no Marketing de Guerrilha e nas redes sociais. Falou do desafio de criar comunicação não verbal para as marcas e mapeou a coerência de todos os pontos de contato da “marca Obama” com os eleitores americanos.

David Laloum – O diretor de planejamento da Young & Rubicam diz que as marcas estão passando pelos mesmo traumas sofridos pela humanidade nos últimos 5 séculos – 1. Descobrir que não é mais o centro do mundo (heliocentrismo), 2. Descobrir que não é imutável (teoria da evolução de Darwin), 3. Descobrir que não é o único dono dos seus atos (Freud e a descoberta do subconsciente) e 4. Descobrir que pode acabar (Segunda Guerra Mundial, Bomba Atômica, Aquecimento Global). Muita filosofia transformada em assunto simples e divertido pelo carisma do palestrante.

Alottoni & Azaghal – Como fazer sucesso com um nicho na Internet de um jeito totalmente espontâneo? O Jovem Nerd e a Nerdstore parecem ter encontrado a resposta: jovemnerd.ig.com.br

Fred Gelli
– Design inspirado na natureza. Ainda falta muito para um mundo sustentável mas valeu o momento utópico do sócio da Tátil Design.


Adrian Ho – Após passar por grandes agências dos EUA, o hoje sócio da Zeus Jones diz que o modelo de negócios da propaganda está falido. O marketing, o bom e velho marketing, com sua forma mais holística de perceber não só a marca como os produtos é o que pode otimizar o negócio dos clientes. A novidade que ele apresenta é o marketing como um serviço prestado pelas agências. Apocalíptico ou profético?