
O evento do Grupo de Planejamento de São Paulo -
www.grupodeplanejamento.com.br - batizado de “Conversações”, teve palestras bem distintas entre si, entre elas uma que dizia “Que diálogo, que nada!”, contrariando o título da conferência. Entre apocalípticos e utópicos, segue um resumo, mas resumo mesmo, de algumas das melhores palestras que assisti ontem:
Marcelo Tas – O apresentador do CQC mostrou que é um antenado de longa data. Falou de como se beneficiou das redes sociais da Internet para descobrir talentos, informação e publicar seus projetos antes e pós-CQC. Contou uma história engraçada de quando chegou dos EUA no fim dos anos 80 e passou como “maconheiro utópico” diante de um empresário, ao dizer que no futuro seríamos ligados por uma grande de rede de computadores. Fica aí a lição de como as coisas mudam...
Gareth Kay – “Se você falar com alguém do jeito que uma propaganda costuma falar com o espectador, você leva um soco”. O diretor de planejamento da Modernista –
www.modernista.com – usou a frase para destacar a necessidade de um novo diálogo das marcas com as pessoas (não reduzindo-as apenas a consumidores). Falou do livro Brand Bubble -
www.thebrandbubble.com – que afirma que existe uma “bolha de marcas” prestes a explodir como acorreu com o mercado financeiro, da importância da marca ter um ponto de vista do mundo e não apenas um posicionamento e da necessidade de criar “energia” e cultura em torno das marcas. Cases como o
Tate Modern Tracks e
Red Wire - dão o exemplo de como pode ser a comunicação no século 21.
Ulisses Zamboni – Para o diretor de planejamento da SantaClaraNitro -
www.santaclara.net - marcas não dialogam com pessoas. O que vale é criar energia ou tensão em torno da marca como ocorre no Marketing de Guerrilha e nas redes sociais. Falou do desafio de criar comunicação não verbal para as marcas e mapeou a coerência de todos os pontos de contato da “marca Obama” com os eleitores americanos.
David Laloum – O diretor de planejamento da Young & Rubicam diz que as marcas estão passando pelos mesmo traumas sofridos pela humanidade nos últimos 5 séculos – 1. Descobrir que não é mais o centro do mundo (heliocentrismo), 2. Descobrir que não é imutável (teoria da evolução de Darwin), 3. Descobrir que não é o único dono dos seus atos (Freud e a descoberta do subconsciente) e 4. Descobrir que pode acabar (Segunda Guerra Mundial, Bomba Atômica, Aquecimento Global). Muita filosofia transformada em assunto simples e divertido pelo carisma do palestrante.
Alottoni & Azaghal – Como fazer sucesso com um nicho na Internet de um jeito totalmente espontâneo? O Jovem Nerd e a Nerdstore parecem ter encontrado a resposta:
jovemnerd.ig.com.br
Fred Gelli – Design inspirado na natureza. Ainda falta muito para um mundo sustentável mas valeu o momento utópico do sócio da
Tátil Design.
Adrian Ho – Após passar por grandes agências dos EUA, o hoje sócio da
Zeus Jones diz que o modelo de negócios da propaganda está falido. O marketing, o bom e velho marketing, com sua forma mais holística de perceber não só a marca como os produtos é o que pode otimizar o negócio dos clientes. A novidade que ele apresenta é o marketing como um serviço prestado pelas agências. Apocalíptico ou profético?