domingo, 31 de maio de 2009

Fidelidade – O sonho de tocas as marcas


Um dia desses, no intervalo de almoço na agência, estava andando pela cidade e vi essa camiseta. Mentalmente substitui Corinthians (poderia ser qualquer outro clube) por Apple, Nestlé, Vivo, entre outras marcas.

Faça o teste. Quanto mais fraca a marca, mais forçada fica a substituição. Dizer que você nunca vai abandonar é cada vez mais utópico em um mundo que nos oferece tantas opções de marcas.

Enquanto isso, alguns times de futebol podem se dar ao luxo de caírem de qualidade (como foi o caso do Corinthians na segunda divisão), que mesmo assim o “cliente” continua Fiel.

A fidelização começa cedo, com o pai ou outro parente vestindo o filho com a camiseta. Antes mesmo de saber falar mamãe, a criança já conhece o escudo/logotipo e o hino/jingle do Clube. Isso também acontece com Mc Donald´s, Coca-Cola, Disney e por aí vai.

Mais tarde, na adolescência, a necessidade de pertencer a alguma tribo, um grupo, exige uma afirmação: afinal, você é palmeirense, corinthiano, são paulino ou não liga muito pra futebol? De que parcela da cidade você faz parte? É nessa fase que o mesmo jovem é bombardeado por marcas em shows, campeonatos esportivos, baladas e programas de nicho na TV.

Mesmo que as empresas multinacionais gastem fortunas em busca da tal fidelidade, são os clubes de futebol, geralmente nascidos em bairros locais, que conseguem o título de paixão número 1.

Se não pode vence-los, junte-se a eles.

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